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Saudades???

Todo dia, a veterinária sabe que a dona chata do Chico vai bater na clínica assim que der a hora da visita!

Chico está ótimo, a recuperação mais rápida do que eu esperava. Tirou a tala e os pontos já no começo da semana e deve voltar pra casa na quarta (pra tristeza da Alice, o reinado soberano dela está com os dias contados).

Ele mia assim que ouve nossa voz na porta da sala, ronrona que reverbera nas paredes de azulejo do quartinho dele e, agora, pegou a mania de babar quando a gente faz carinhos mais demorados na cabeça, queixo e carinha. Na hora de ir embora é um choreiro e drama, ele esfrega a carinha no vidro, põe o focinho nos buraquinhos da porta de vidro e amassa o focinho no vidro de olhinhos fechados pra nos comover. É um malandro. Aliás, a veterinária já sabe disso: a clínica está com nove microgatinhos. Quando alguém entra na sala e dá atenção pros filhotinhos e não mexe com ele, segundo a vet, ele protesta e mia pedindo atenção tb. Marginalzinho!

Aqui em casa, quando voltar, vai ficar mais um bom tempo recluso num quartinho que conseguimos esvaziar pra ser o cantinho dele. Essa foi a única fotinho que consegui tirar, pq ele não para, nem mesmo num cubículo. Quando ele voltar, vou mostrar pra vcs o novo corte de “cabelo” dele… Tá um arraso! Rs!

Vamo pra casa???

Vamo pra casa???

Espelho, espelho meu, existe gato no mundo mais delícia do que eu???

Espelho, espelho meu, existe gato no mundo mais delícia do que eu???

 

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Oração ao Tempo

Tempo, tempo, tempo
Entro num acordo contigo…

… vc passa bem rapidinho e faz um gatinho ficar bom correninho!!

Chicão, meu coração fica com vc, melhora ligeiro que acabamos de te deixar na clínica, mas parece que já faz um ano! A casa fica vazia e silenciosa sem sua bagunça…

Portanto peço-te aquilo e te ofereço elogios, tempo, tempo, tempo,,,

Portanto peço-te aquilo e te ofereço elogios, tempo, tempo, tempo,,,

Felinos, esse mistério ou “De como o Chiquinho ficou luxento”

Ai que o Chiquinho vai encarar o bisturi. Marcamos a cirurgia pra semana que vem. A luxação é leve, não é nada urgente, a gente poderia até optar em não fazer, mas eu conheço o Chico há um ano, eu sei que, de vez em quando, ele fica bem desconfortável com a dor. Ele é um filhotão, por isso, a recuperação é mais rápida e mais provável, do que de um gatão mais velho.

Hoje conversamos com as veterinárias, conheci o “hotel de luxo” em que meu preto vai passar 20 dias em férias.

Foi bem aflitivo me conformar com a cirurgia. Como desesperada que sou, explorei o google com todas as forças e ferramentas pra encontrar palavras que dissessem: “calma, vai dar tudo certo, vai ser lindo e o Chico vai ficar super bem pra sempre e ponto”. Mas, como todos que têm gato devem perceber, informações sobre felinos são sempre raras, confusas e, muitas vezes, mescladas com dados sobre cães.

Então, encontrei a Gisele Mazuim e seu site sobre acupuntura e fisioterapia veterinária. A Gi é de Porto Alegre e foi uma querida respondendo minhas perguntas mesmo com barrigón de grávida e ocupada com o que essa fase exige.

É bem looongo, mas, pros que se interessam (natural ou forçosamente) pelo assunto, seguem as ricas informações que a Gisele passou.

Em felinos a luxação patelar é bastante incomum, ela é mais frequente em cães de raças de pequeno porte, (como shytzu, poodles, yorkshieres.) Há poucas referências na literatura, as existentes descrevem que quando ocorre em gatos, as causas são congênitas e traumáticas.
As congênitas têm sido registradas em gatos British Shorthaired, Devon Rex, Siamês e em uma variedade de cruzamentos de raças. Embora a luxação não esteja presente na hora do nascimento, as deformidades anatômicas que causam essas luxações estão presentes e são responsáveis pela futura luxação patelar. Já as traumáticas são mais frequentes nos felinos e estão relacionadas aos hábitos de saltar dos gatos, maior predisposição a quedas, acidentes de trânsito. E podem ser agravadas por fatores como obesidade e sedentarismo.

Como desconfiar de luxação em gatos?
Na maioria das vezes só é identificado por um exame clínico e ortopédico completo por não apresentar sinais clínicos. Quando sintomática, apresenta dor ao apoiar o membro pélvico ( pode ser unilateral ou bilateral) no chão, claudicação e até mesmo, dependendo do grau da dor do animal, o deixar apático, deitado ou andando levemente abaixado para não forçar a articulação.
É importante que o proprietário observe hábitos do seu animal, como: se a claudicação teve uma evolução rápida ou lenta? Se ela é intermitente? Se em alguma hora do dia ele “manca” mais? Se o calor ou o frio o afeta de forma diferente? Se ele evita saltar, mesmo que objetos de pouca altura? Se ele evitar andar em locais de planos inclinados?
O animal deve ser levado ao veterinário e isto relatado, o especialista através de um minucioso exame ortopédico, detecta instabilidade, crepitação, regiões doloridas, atrofias musculares e alterações da amplitude dos movimentos. Ele também deve avaliar o animal em marcha a passo ou trote, ou seja caminhando ou correndo, onde se pode verificar anormalidades que incluem passos curtos, arrastar das unhas, rotação dos membros, tropeços, fraqueza generalizada, ataxia, cruzamento dos membros, sons anormais (crepitações ). E provavelmente, solicitar exames complementares, como Raio X, tomografia, entre outros.

A cirurgia é complexa? quais os riscos?
Existem 4 graus de luxação patelar classificadas. Apenas para o primeiro grau, em que não existe claudicação e nem alterações anatômicas, a cirurgia não é recomendada, porém, como não ha sinais clínicos, dificilmente o proprietário a detecta em tempo para fazer o tratamento. Em pacientes idosos ou com algum comprometimento especifico também deve ser bem avaliado a relação custo beneficio da operação. Os outros três graus de luxação devem ser tratados cirurgicamente. A cirurgia não é um procedimento complexo, porém deve ser feita por um cirurgião ortopedista de confiança, que deverá conhecer em toda a extensão as estruturas lesionadas e avaliar cautelosamente o animal para que escolha uma técnica cirúrgica adequada para cada caso, permitindo uma boa estabilização da patela na tróclea femoral, evitando riscos como: que procedimento tenha de ser refeito e /ou que no futuro traga complicações articulares como artroses. Não devemos esquecer de um exame clínico minucioso e a realização de exames pré operatórios, como hemograma, leucograma, alguns exames bioquímicos e eletrocardiograma , entre outros que forem recomendados pelo seu veterinário, pois estaremos submetendo o animal a um procedimento anestésico por algumas horas e devemos saber se ele está apto para isso.

Como é o pós operatório?
Uma cirurgia ortopédica feita corretamente por um cirurgião experiente é o primeiro passo para o sucesso no tratamento de seu felino, Porém, um passo tão importante quanto a cirurgia é um pós-operatório bem
feito. Se o proprietário não tem condições de fazê-lo em casa, recomenda-se que o animal fique internado em uma clínica, onde possa ter esse acompanhamento, porém sabemos que o ambiente hospitalar pode ser opressor e estressante, especialmente para os gatos, que na presença de outros animais e de determinados cheiros, podem ficar mais estressados. Isso acabará interferindo de modo negativo na recuperação deles. Ninguém gosta de ficar internado em um hospital, mas se isso for necessário para seu gato, procure clinicas especializadas em felinos, elas não recebem cães e mantém um ambiente e acomodações diferenciadas, que irão minimizar o estresse.
Por outro lado, se você tem condições se levar seu gatinho para casa, procure mantê-lo em repouso pelo tempo determinado pelo cirurgião. Por exemplo, em um quarto pequeno onde não possa correr e pular é o ideal. Só o deixe solto quando houver alguém por perto que o impeça de correr e pular. Mantenha-o limpo, seco e alimentado. A alimentação é um fator muito importante nesta etapa. Se estiver com bandagens, essas deverão ser abordadas diariamente. Se notar qualquer alteração, como pata inchada ou avermelhada, mau cheiro, bandagem frouxa ou escorregando do lugar, bandagem mordida ou rasgada, bandagem úmida ou tala torta ou quebrada, retornar imediatamente para revisão. O apoio precoce do membro é importante para a calcificação, além de restauração das condições fisiológicas normais do membro afetado. Porém, deve-se evitar excessos. Administre as medicações prescritas (antibióticos, antiinflamatórios e analgésicos) corretamente, uma vez que isso aumenta as chances de sucesso do procedimento e garante conforto e bem-estar ao bichinho.

Precisa de fisioterapia pra se recuperar?
Embora, os métodos e os protocolos felinos sejam os mesmos usado em cães, não podemos desconsiderar que o manejo com gatos é peculiar, dado o seu caráter e psicologia. Exceto alguns casos não são tratáveis, pois com paciência e cuidado especial tenho tido bastante sucesso ao abordar técnicas de acupuntura e fisioterapia nos felinos.
Poucas pessoas sabem, por não serem orientadas sobre esse aspecto, que no final se torna de grande importância, que a fisioterapia é recomendada no pré e pós operatório. Com um acompanhamento fisioterápico adequado antes da cirurgia, podemos evitar ou diminuir o uso de antiiflamatórios e analgésicos (evitando assim riscos a função renal do animal, por sobrecarga medicamentosa, por exemplo), fortalecer a musculatura e evitar atrofias e manter a mobilidade articular, fazendo com que a recuperação cirúrgica seja mais rápida e com menos danos a saúde do animal.
Já o pós operatório deve ser começado imediatamente após a cirurgia, por meio da crioterapia, que consiste na aplicação de gelo nos primeiros 3 dias, junto a isso o médico veterinário fisioterapeuta pode fazer uma mobilização passiva, para evitar aderências das estruturas manipuladas na cirurgia. É muito importante o contato do fisioterapeuta com o cirurgião para saber o tipo de procedimento cirúrgico realizado e as modalidades terapêuticas que poderão ser usadas apropriadamente para cada caso. Entre elas temos:
– Eletroterapia (Emprego terapêutico da corrente contínua), pode ser: Eletroestimulação nervosa transcutânea (TENS): faz analgesia causando relaxamento; Estimulação elétrica funcional (FES): aumenta musculatura, não hipertrofiando, mas fazendo com que volte ao normal.
– Laserterapia: fazendo a função de cicatrizante, analgésico e antiinflamatório.
– Acupuntura: Reduzindo edema e aliviando a dor.
– Ultrassom terapêutico: ajuda no alívio da dor, diminuição da rigidez articular, aumento do fluxo sanguíneo, estimula a regeneração dos tecidos e acelera o reparo ósseo.
Entre diversas outras modalidades, enfim o protocolo deve ser montado conforme cada paciente, visando diminuir o tempo de recuperação de pós operatório, manter a qualidade de vida do animal nesse tempo e colaborar para o sucesso da cirurgia.

Férias??? Como assim, mãemãe?? Poifavoi, num quero ir não...

Férias??? Como assim, mãemãe?? Poifavoi, num quero ir não…

Estilo Ronaldinho…

A dor do Chico não cedeu e resolvemos cavucar em Rio Preto um especialista em felinos pra solucionar nosso misterinho negro.

E, felizmente, descobrimos o que tem nosso pretinho: luxação na patela.
Resultado: faca.
Recuperação: 45 dias proibido de fazer qualquer movimento brusco.
E eu: angustiada!

Estou com o coração na mão e com todos os receios na cabeça. 

Primeiro relativo à cirurgia: ela é complexa? quais os riscos?
Segundo, quanto à internação, sei que gatos detestam sair de casa, mas trabalhamos o dia todo e não podemos vigiá-lo 24h! Muito sofrível deixá-lo internado senão todo o período da recuperação, pelo menos boa parte dele? Ou compro uma gaiola mega blaster e enclausuro meu neguinho em casa?
Terceiro – depois desse período será que ele vai precisar de fisioterapia?

Uma bobeada com uma simples sacola de plástico = um Chiquinho bodeado + um coração carregado de culpa.

meu joelhinho de jogador de futebol dói...

meu joelhinho de jogador de futebol dói…

 

Como perder uma paciente com uma frase

Nos casamos no sábado da semana que vem (eeeee!!!), e, antes do casamento, resolvi fazer uns exames gerais pra ver se está tudo em ordem. Procurei uma ginecologista que pediu vááááários exames e marquei o retorno pra receber os resultados. Foi assim:

– Hummm, deu positivo pra toxoplasmose, vc já teve há algum tempo…

Eu, numa alegria por dentro, sentindo um mega alívio, pois ninguém vai me encher o saco, com a ladainha que tenho de me desfazer dos menininhos, quando a gente decidir ter filhos, já que sou, teoricamente, imune!

– Que bom! Assim fico mais tranquila, temos dois gatos!

– Hummm… – ela responde.

– Pode acontecer de o protozoário reagir e eu ter uma nova ocorrência?

– Há quem diga que pode acontecer… Mas eu sou da opinião de que gravidez e gatos não combinam…

….

Silêncio constrangedor. Ela encerra a consulta, me leva à porta e diz:

– Nos vemos em seis meses, então?

– Claro…

… que não, né, filha? Acha mesmo que eu vou voltar aqui pra, ao primeiro sinal de gravidez, vc mandar eu jogar o Chico e a Alice do outro lado do muro??? Vai esperando, bitch!

Não, não disse isso. Apenas dei um sorriso amarelo e sumi. Mas é óbvio que foi assim que pensei!

Ai, que preguiça dessa médica...

Ai, que preguiça dessa médica…

O que já li sobre toxoplasmose está bem resumido aqui:

– Apesar de gatos e outros felinos serem os hospedeiros definitivos (ou seja, somente neles haver a reprodução dos parasitos), menos de 1% da população felina participa da disseminação da doença

– o simples contato com o animal, com seu pelo, ou até mesmo com suas fezes “frescas” são insuficientes para levar a uma infecção por toxoplasmose- razão pela qual as infecções por contato direto com gatos excretando oocistos são extremamente improváveis.

– A via mais frequente da transmissão da toxoplasmose ocorre por meio da ingestão de carnes cruas ou mal cozidas, ou ainda verduras mal lavadas, recém-colhidas em um pasto aberto. A infecção pela carne pode dar-se ainda pela manipulação da carne crua, ou contato com superfícies contaminadas de preparação de alimentos, facas e outros utensílios.

Eu já li de tudo sobre toxoplasmose na internet. Mesmo eu, que tenho a cabeça bem formada em relação a isso, fiquei super abalada com essa frase infeliz. Tive mil dúvidas e repassei “n” vezes como Alice e Chico poderiam ter me “contaminado”. Só voltei a mim, quando, conversando com uma amiga que tem pavor de gatos, contei do diagnóstico e disse que poderia ter sido dos gatos ou das carnes mal passadas que amo de paixão. Então, ela me deu um choque de realidade: vc teve a infância mais moleque que eu já conheci (fato, eu amava rolar na terra, brincar na areia e sentar na enxurrada)!

Imagino como fica a cabeça de uma grávida que topa com um médico como essa mulher no início de uma gestação, quando existe todo o receio dos três primeiros meses de gravidez. Como um profissional que deveria zelar pelo bem-estar de seus pacientes aterroriza-os dessa forma? É revoltante!

toxoplasmose

Uma novela chamada Chico

Desde que ficou com dores depois do episódio da sacola, Chico não nos deu sossego. Uma vez por semana no veterinário, reclamando de dor. Nessa semana, duas vezes, deu uns miados fortes e saiu mancando, meio que falseando a pata. Não tem nenhum outro sintoma, come, bebe, dorme e usa a caixinha de areia como se nada estivesse acontecendo. Mas a danada da dor permanece. Quando ele melhora, começa a correr e pular em cima da Alice e logo já reclama de dor de novo.

A veterinária acredita que ele não está se dando tempo de melhorar, já que não encontra nada de anormal nele. Mas, claro! Alice voltou com tudo! Está endemoniada! Quando ele está quietinho, fica pulando em volta dele. Ontem, ele estava paradinho sentado perto da gente, ela saiu do nada, de trás do sofá, e pulou no pescoço dele! Está incansável, quer tirar o atraso de todo o tempo que permaneceu autista.

Levamos à outra veterinária, ela pediu um raio X. E lá fomos nós

Paipai, q lugar é esse? Q roupa maneira!! É fantasia do homem de ferro??

Paipai, q lugar é esse? Q roupa maneira!! É fantasia do homem de ferro??

Agora, é esperar os resultados. Me expliquem como a gente não fica de coração na mão sem saber o que o gatinho realmente tem e ele faz carinha de: ai, maemae, que dor…

Irmã, me deixa em paz, só um pouquinho, pufavô...

Irmã, me deixa em paz, só um pouquinho, pufavô…

Felinos Rycos

Os gatos de hj estão mais mimadinhos, tem wiskas sachê uma vez por semana, ração bacanuda, carinho e colinho aos montes. Mas esses mesmos gatos rycos estão condenados à eterna clausura por telas que os cercam de todos os lados. Já que os meus pequenos estão reclusos à prisão perpétua, penso que é importante manter um ambiente ao menos interessante pra eles. Assim, dá-lhe criatividade e grana pra melhorar o ap pra eles. Sei que quem tem um gatinho em casa, e tem a mínima preocupação com o bem-estar deles, pensa em que pode melhorar pra dar mais saúde e alegria pro bichano. Aqui em casa implantamos algumas coisas.

A mais cara engenhosa é o conjunto de prateleiras

Sou o rei da pedra do rei...

Sou o rei da pedra do rei…

Ai, uma barata!!!!

Ai, uma barata!!!!

E se a gente brincasse de telefone sem fio??

E se a gente brincasse de telefone sem fio??

Como vcs podem perceber pela última foto, nossa sala é um pardieiro ambiente que procura ser enriquecido! Essa coisa “linda” de madeira foi um presente da minha mãe. Alice comprou a ideia rapidinho e é o arranhador preferido dela.

Mas nem tudo demanda investimento. Mesmo pq os gatos fizeram um voto de pobreza quando vieram ao mundo e amam apaixonadamente coisas simples como caixas de papelão e bolinhas de papel. Por isso nunca falta nenhum desses pela casa (fico imaginando o que pensa a faxineira quando encontra as bolinhas de papel embaixo de sofá e geladeira: “casalzinho porco, custa jogar o papel no lixo??). Mas, pra não ficar tão zoneado, dá pra customizar um pouco as coisas. Essa aí embaixo é uma caixa que eu encapei com chita. Ela tá mais visível aqui, mas é que Alice tava tão linda nessa foto…

Pq me incomoda?

Pq me incomoda?

E eu gosto de inventar brinquedos pra eles. Os preferidos deles são varinhas com qualquer coisa caçável na ponta. Aqui, eu já fiz com penas e tb com tiras de feltro. Feltro que eu usei pra forrar as prateleiras pq eles estavam levando tombos cinematográficos. Feltro que me levou ao encantado mundo da alta costura felina: brinquedos recheados com catnip.

Promovendo o canibalismo felino

Promovendo o canibalismo felino

É isso, só queria dividir com vocês o que a gente apronta por aqui pra deixar a casa mais gata e menos arrumada!!

Gerenciamento de crise

Sou jornalista e trabalho em um órgão público. Portanto, eu e a equipe de comunicação com que trabalho estamos acostumados a lidar com crises. Mas, quando a crise é aqui em casa, entre os felinos, eu não sei, não quero e não faço a mínima ideia de como administrar o caos.

É uma longa história! No começo da semana, quando o zé chegou em casa na hora do almoço não encontrou o chico. Me ligou:

– Amor, não encontro o Chico em lugar nenhum, chacoalhei o potinho de petiscos e ele não aparece. Ele estava em casa, quando vc fechou a porta pela manhã?

– (Respiro tentando me controlar, revejo a cena da manhã e tenho certeza de que sim, ele estava lá). Amor, claro que estava, já viu atrás da poltrona?

Zé desliga, eu penso se volto a trabalhar ou se corro pra casa aos prantos (sim, eu sou dramática!). Pondero, sou uma mulher adulta e o Chico é “só” um gato, não posso deixar de trabalhar pq meu “só um gato” resolveu sumir (eu não acredito nessa ponderação, não é só um gato, é o meu piquitinho preto mais lindo do mundo, que depende de mim, que nunca pisou na rua, indefeso etc. etc).

Zé liga minutos depois e explica:

– Encontrei o Chico escondido atrás da poltrona, enrolado em uma sacola plástica, muito assustado e aparentemente com dor…

Me digam, como passa uma tarde de trabalho imaginando o que, diabos, aconteceu com o Chico, que passou o resto da tarde desconfiadíssimo, arrepiando pra Alice e fugindo do Zé… Cheguei no fim da tarde, levamos à veterinária, ela constatou a dor, deu uma injeção de antiinflamatório, ele voltou pra casa, Alice, uma linda, sentiu o cheiro estranho, mas deu umas lambidinhas nele e boa.

Ele está melhor, mas ainda dolorido. Essa é a primeira crise.

Alice anda coçaninho a orelha, pendendo a cabecinha, sinal de otite, claro. Levamos a bela pra veterinária. Realmente, ouvido inflamado. Pq? Pq, provavelmente, senhor Chico anda lambendo demais a orelha dela e a deixando úmida. A assistente da veterinária (que pegou uns cem bichos naquele dia) alisou a Alice até cansar.

Chegamos em casa e o que acontece? Chico acredita que trocamos Alice por qualquer outra siamesa gordinha que passava pela rua. Cuspiu, silvou, arrepiou, bateu. Alice, meu Deus, que delícia de gata, ficava arrulhando perto, correndo, chamando pra brincar, mostrando a barriga.

Não sei, gente, não consigo lidar com brigas entre eles! Tenho vontade de chorar! É assim mesmo?

Ele esqueceu da birra e começou a se aproximar dela, mas quando chegava perto sentia o cheiro da “bendita” assistente, paralisava e voltava atrás.

Peguei a mantinha deles, esfreguei na Alice até ela começar a balançar o rabo com vontade de me matar e fui tomar banho. Quando voltei pra sala, encontrei a bandeira branca hasteada. Mas, óh, não sirvo pra gerenciar crise de gato, não…

Que foi? Pra que o drama? Vc não sabe que eu sou irresistível??

Que foi? Pra que o drama? Vc não sabe que eu sou irresistível??

 

Luz na passarela, que lá vem ela…

Há um ano essa bola de pelo com olho azul entrou pela porta do meu apartamento, ocupou espaço no meu coração e virou a rainha da gente!

Lembro direitinho o olhar assustado, a corrida pela cozinha, área e esconderijo embaixo do armário. A primeira manhã, que a piquitinha acordou disposta a brincar. Lembro da minha falta de jeito com gatos, da demora em compreender que ela ia ser ganha aos poucos e não ia me lamber ou fazer festa igual cachorro.

Há um ano, a gente começou uma aventura deliciosa ao lado dela! Obrigada, Licitcha, por nos conduzir a esse universo felino tão desconhecido por tanta gente. Obrigada, por nos ensinar a paciência, o cuidado e o tempo de cada coisa: do carinho, da brincadeira, da birra, do respeito e de um monte de coisas que ainda não sabíamos, até vc entrar pela porta, magrela e zoiuda.

Agora, com vocês, a estreia da nossa Godinha!

Quem é essa gente estranha?

Quem é essa gente estranha?

Como não tem saída, vou encostar aqui e dormir com essa faixa estranha na barriga... Pq me cortaram, gente? E vcs querem que eu goste de vcs???

Como não tem saída, vou encostar aqui e dormir com essa faixa estranha na barriga… Pq me cortaram, gente? E vcs querem que eu goste de vcs???

Hora da janta?

Hora da janta?

Humm, essa gente tá começando a me agradar...

Humm, essa gente tá começando a me agradar…

CAIXA???? Eu adoooro caixa! Amo vcs, gente!

CAIXA???? Eu adoooro caixa! Amo vcs, gente!

 

 

 

 

 

Lá e de volta outra vez

Estamos tão reencantados com a Alice!! Posso dizer que minha pequeninha voltou 99% do autismo pós Chico. Não sabemos se foi o ciúmes, a insegurança ou a responsabilidade com o filhote que a deixou séria e fechada, mas seja lá o que for, acabou!

Ela está mais sociável, ronrona de vez em quando, conversa quando tem fome e brinca!! Brinca com tudo que tem pelo chão, corre e rola com bolinhas. É pura alegria correndo e arrulhando pela casa! Comeu até o fio do home theater. Tem corrido tanto atrás do Chico que até emagreceu, tá esbelta e linda! Ainda vou fazer um videozinho dela arrulhando pela casa! Uma sequência das perseguições:

vou abraçar, apertar, morder até tirar caldinho!

vou abraçar, apertar, morder até tirar caldinho!

Cadê a bolinha preta que eu gosto de morder e perseguir?

Cadê a bolinha preta que eu gosto de morder e perseguir?

eu estava escondido aqui pra surpreendê-la e vc me revelou, sua chatonilda!

eu estava escondido aqui pra surpreendê-la e vc me revelou, sua chatonilda!

Cansamos...

Cansamos…

E, pra comemorar o retorno da nossa gordinha, fizemos uma caricatura aqui tb!

Cadê, cadê a bolinha???

Cadê, cadê a bolinha???

Que mané bolinha, quero é o petisco!!

Que mané bolinha, quero é o petisco!!